sexta-feira, 5 de abril de 2013

Plus Size não é sinônimo de obesidade.

Por Mariah Silvestre


Desde que conheci o cenário Plus Size tenho percebido uma discriminação muito séria e já sacramentada no mercado Plus nacional.
Achei que isso incomodava só a mim mas abrindo meus horizontes e conhecendo mais pessoas do meio percebi que não, que essa discriminação incomodava outras pessoas... E quando digo "outras" quero dizer um número significativo tanto de profissionais do meio, como de consumidoras e até mesmo  as modelos.

Hoje, de manhã, para a minha surpresa, li um texto muito sincero, bem construído e com argumentos cabais a cerca dessa questão. Quero dividir com vocês para que possamos, juntas, entendemos que moda é sim beleza e requer sim, de quem decide se dedicar a ela, profissionalismo e busca constante pela perfeição. Afinal, é disso que se trata uma modelo, o retrato da perfeição dentro de um tipo especifico de beleza!


O texto é da Joyce Matsushita, jornalista que trabalha e acompanha o mercado Plus size há sete anos e coleciona feito importantes no meio Plus.

"O BULLYING COM O MANEQUIM 44

Olá, pessoal. Hoje resolvi dedicar um tempinho para escrever sobre o Bullying que estou vendo ocorrer com as pessoas que vestem manequim 44. É uma coisa absurda, não!? Mas parece que quem veste 44 está vivendo em terra de ninguém ou no fantástico mundo de Bob. Para a moda convencional ou magrinhas, 44 já é considerado um tamanho grande. Para o mercado plus size, o 44 é muito pequeno. E o pior de tudo isso é que o 44 é um dos tamanhos mais populares no Brasil, assim como o calçado 36 para as mulheres. Grande ou pequeno, a mensagem que quero deixar é que a intolerância que existe no segmento high fashion da moda não pode contagiar o mercado plus size. Sei que estamos vivendo um momento de libertação, de descobertas, das mulheres plus size mostrarem a sua força e que também querem consumir produtos de qualidade, bonitos e diversificados. Porém, pessoal, não dá para interiorizarmos essas conquistas com um sentimento horrível como a discriminação. Grande ou pequeno, não importa, o manequim 44 já é uma vitória por não mostrar um corpo esquelético em campanhas, como estávamos acostumados a ver. Embora Gisele Bundchen seja um ícone, ela não representa a maioria das mulheres. Pode sim ser uma inspiração de como muitas gostariam de ser ou de se ver. Mas não faz parte da realidade, principalmente das mulheres brasileiras, raça totalmente miscigenada. Para mim, plus size começa sim a partir do 44. E olha que antigamente o mundo da moda já considerava uma mulher 42 como plus. Eu, particularmente, não gosto de extremos, acho que nos dois casos (anoréxica ou obesa mórbida) são quadros clínicos e que devem ser tratados com acompanhamento médico. Beleza está na saúde. E cada dia mais estou convicta de que é possível sim ser bonita, saudável e respeitar o seu corpo e sua genética. Isso para mim é o significado de plus size. Essa mulher que se ama, se cuida, tem suas vaidades e, principalmente, se respeita. Não sei se concordam, mas nisso que eu acredito."

Vocês entenderam o ponto questionado?
Poxa gente, chega de extremos! Nem anorexia, nem obesidade! Beleza é equilíbrio e harmonia entre as formas e uma mulher que veste 44 é sim uma mulher com curvas, uma mulher com curvas que não é obesa e está longe, mas muito longe de ser magra como uma modelo do tipo magra!

A querida esta em plena seleção de novos talentos para um trabalho que promete revolucionar o mercado nacional! Tente a sorte! 
Se você é bonita de rosto e tem um corpo bacana 46, um cabelo esplendoroso e muita boa vontade pra aprender e pra trabalhar direito mande seu material para o e- mail:  casting@moimprensa.com.br. No título, por favor, inserir o nome e a idade. Enviar uma foto de rosto e outra de corpo e as suas medidas.

É isso meninas! Vamos nos cuidar porque nos amamos, porque merecemos e porque desleixo nunca foi e nunca será bonito!

Bjo, bonitas!